Eu tenho aproveitado esses meus dias de férias para apreciar, com um olhar bastante crítico, os programas de nossa tv aberta. A princípio poucas coisas me impressionaram e, apesar de não ser o canal mais inteligente, a rede Globo tem me chamado a atenção pela tentativa de formar um ser pensante Brasileiro, claro que seguindo os ideais do tradicional canal que enche a boca para falar que é o maior da América Latina. Lamento que qualidade não se equipare a tamanho.
A tentativa frustrada de nos formar de formas alternativas levou a rede Globo a retirar uma jornalista competente, de um jornal importante, para integrar o medíocre horário da manhã. Não sei se os senhores já tiveram a oportunidade de assistir ao programa do qual eu falo, caso não, o programa consiste em promover discussões sobre problemas da vida cotidiana de pessoas "normais", e entrevistas insignificantes com alguns artistas. A minha retratação não é em relação às entrevistas, elas pouco me importam. O problema aqui são as discussões. A Globo, famosa pela excelência em informação e telenovelas, conseguiu fazer um programa que nos lembra o polêmico Casos de Família ou até o extinto Márcia. Programas permeados por problemas da vida alheia, que algum diretor acha necessário descuti-los partindo de um ponto de vista burguês.
Outro programa que me impressiona pela inutilidade como foco, é o apresentado por um jornalista inteligente e sensível que, por três meses ao ano, há doze anos, se submete a apresentar um reality show com pessoas 'normais', que se tornam pseudos-artistas da tv Brasileira. Mas não vamos perder os foco. O programa passa em horário tardio, o que facilita para que a audiência seja baixa e que ele saia logo do ar. Suas discussões levam pessoas a sair de suas casas e trocar umas três palavras com o apresentador, já que ele corta as falas de todos os seus convidados. Então, o que conta mesmo neste programa, é a opinião de quem apresenta, porque meia hora de 'discussões' são mais que necessárias para que ele fale palavras confortadoras e bonitas no final, 'soltando' um frases de efeito ensaiadas.
A conclusão é que, ao invés de estarmos construindo um ser pensante e com uma opinião consistente, a mídia está, mais uma vez, desviando a nossa atenção. O cidadão brasileiro que acredita nessa cultura contingente emburrece, enquanto os que comandam enriquecem.
Por Guilherme Augusto
Por Guilherme Augusto
Uau, você arrasou, esse texto está muito bem escrito, num tom crítico que me agrada. Concordo com sua opinião, noites dessas assisti pela primeira vez ao Na Moral do Bial, e, é verdade, gosto dele, escreve super bem e seus textos, mesmo no banal BBB, eram de qualidade. Achei o programa interessante, mas ele realmente corta os entrevistados, rs, achei mesmo que ele estava impaciente e desconfortável na apresentação. É por aí, acho que você tem que divulgar mais suas críticas, acho até mesmo que, num tom mais diplomático, of course, você deveria enviá-las para o Bial. O programa dele é Na Moral, ou seja, é sobre jovens, ou deveria ser, coloque a ele essas questões. Acho que pode ser uma experiência interessante, principalmente se ele responder! Tente! e continue assim, você está tornando o seu blog um forte candidato ao melhor da sala. Vai a dica, um blog é como uma plantinha, pra ser bom, tem que ser regado todos os dias. Beijoaks
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