terça-feira, 31 de julho de 2012

Cultura Inútil Virou Útil (Segundo Eles)

  Eu tenho aproveitado esses meus dias de férias para apreciar, com um olhar bastante crítico, os programas de nossa tv aberta. A princípio poucas coisas me impressionaram e, apesar de não ser o canal mais inteligente, a rede Globo tem me chamado a atenção pela tentativa de formar um ser pensante Brasileiro, claro que seguindo os ideais do tradicional canal que enche a boca para falar que é o maior da América Latina. Lamento que qualidade não se equipare a tamanho. 

   A tentativa frustrada de nos formar de formas alternativas levou a rede Globo a retirar uma jornalista competente, de um jornal importante, para integrar o medíocre horário da manhã. Não sei se os senhores já tiveram a oportunidade de assistir ao programa do qual eu falo, caso não, o programa consiste em promover discussões sobre problemas da vida cotidiana de pessoas "normais", e entrevistas insignificantes com alguns artistas. A minha retratação não é em relação às entrevistas, elas pouco me importam. O problema aqui são as discussões. A Globo, famosa pela excelência em informação e telenovelas, conseguiu fazer um programa que nos lembra o polêmico Casos de Família ou até o extinto Márcia. Programas permeados por problemas da vida alheia, que algum diretor acha necessário descuti-los partindo de um ponto de vista burguês.

   Outro programa que me impressiona pela inutilidade como foco, é o apresentado por um jornalista inteligente e sensível que, por três meses ao ano, há doze anos, se submete a apresentar um reality show com pessoas 'normais', que se tornam pseudos-artistas da tv Brasileira. Mas não vamos perder os foco. O programa passa em horário tardio, o que facilita para que a audiência seja baixa e que ele saia logo do ar. Suas discussões levam pessoas a sair de suas casas e trocar umas três palavras com o apresentador, já que ele corta as falas de todos os seus convidados. Então, o que conta mesmo neste programa, é a opinião de quem apresenta, porque meia hora de 'discussões' são mais que necessárias para que ele fale palavras confortadoras e bonitas no final, 'soltando' um frases de efeito ensaiadas.  

  A conclusão é que, ao invés de estarmos construindo um ser pensante e com uma opinião consistente, a mídia está, mais uma vez, desviando a nossa atenção. O cidadão brasileiro que acredita nessa cultura contingente emburrece, enquanto os que comandam enriquecem. 

Por Guilherme Augusto 

Um comentário:

  1. Uau, você arrasou, esse texto está muito bem escrito, num tom crítico que me agrada. Concordo com sua opinião, noites dessas assisti pela primeira vez ao Na Moral do Bial, e, é verdade, gosto dele, escreve super bem e seus textos, mesmo no banal BBB, eram de qualidade. Achei o programa interessante, mas ele realmente corta os entrevistados, rs, achei mesmo que ele estava impaciente e desconfortável na apresentação. É por aí, acho que você tem que divulgar mais suas críticas, acho até mesmo que, num tom mais diplomático, of course, você deveria enviá-las para o Bial. O programa dele é Na Moral, ou seja, é sobre jovens, ou deveria ser, coloque a ele essas questões. Acho que pode ser uma experiência interessante, principalmente se ele responder! Tente! e continue assim, você está tornando o seu blog um forte candidato ao melhor da sala. Vai a dica, um blog é como uma plantinha, pra ser bom, tem que ser regado todos os dias. Beijoaks

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