Embora a liberdade seja maior, os recursos mais acessíveis e a sociedade, comparada com as anteriores, magnânima, o jovem não pratica sua devida atuação na sociedade atual.
Seja na política, na educação ou no desenvolvimento do país, é raro ver um jovem empenhado em fazer a diferença. Enquanto seus pais se matam de trabalhar, o jovem diverte-se, e esquece do papel social que ele deveria exercer perante as atrocidades cometidas por um governo petulante, que coloca em risco a nossa dignidade como cidadãos Brasileiros.
O destino do dinheiro público, o melhoramento da educação, a conscientização sustentável de um país que sofre com o desmatamento são assunto s que não interessam essa faixa etária de Brasileiros. Agora, o erro de um jornalista em rede nacional, a viajem de uma garota anônima, ou até o vazamento de fotos sensuais de artistas famosos geram mais assunto e revolta nessa classe, que se toma por causas inúteis e passatempos fúteis.
Comparada à geração anterior, nossa realidade é muito menos cruel, a diferença é que as injustiças, as censuras e as mentiras do nosso país, não são esfregadas em nossos rostos, como na anterior. Os jovens da época da ditadura eram transgressores, impacientes e revoltados, buscavam uma liberdade de expressão que perdemos, e não estamos nem um pouco afim de reconquistar.
Não somos conformados ou estamos em uma zona de confronto, o que acontece é que o nosso modelo de sociedade sempre foi esse. Nunca tivemos grandes mudanças nos ideais Brasileiros ou nos nossos próprios. Vivemos massificados porque não sabemos ser singulares, apenas individualistas na hora de um conflito de interesses. Desde o fim da Guerra Fria o nosso mundo não foi mais dividido e hoje, com a queda brutal de um ideal comunista, não sabemos na verdade o que é o comunismo. Sabemos viver no capitalismo e, portanto, não temos outra escolha, já que toda sociedade sobrevive a esse sistema. Somo meras vítimas do sistema, acostumados a viver assim.
Outra vertente da não participação jovem, é a imagem deturpada que a sociedade tem sobre ele. Nós jovens, somos retratados como seres não pensantes, verdadeiras amebas, nos filmes americanos. O jovem nunca tem voz e sempre aparece como alguém que comete erros drásticos. Imagem erronia já que, nessa fase, estamos descobrindo nós mesmo e o mundo que nos rodeia, não existe certo ou errado já que tudo é muito novo. Portanto, precisamos de um meio para nos permitir ser participativos, como grêmios, fóruns, a fim de nos tornar mais precisos em nossos ideais, para que essa sociedade suja em que vivemos, mude enquanto somos jovens e maneiros, antes que a gente vire adultos e chatos e comece a repreender a próxima geração.
Por Guilherme Augusto