domingo, 10 de junho de 2012

Análise de Anúncio Publicitário



    O anúncio publicitário do dicionário Aurélio mostra uma ambiguidade. Enquanto alguns podem afirmar que o autor quis fazer uma ofensa direta às pessoas menos favorecidas da educação básica, outras pensam que a palavra Burro faz uma alusão à qualidade alta do dicionário. No meu ponto de vista, o autor quis que os dois sentidos fossem subentendidos para que o leitor pudesse entender do jeito que quisesse, ou das duas formas. A terceira ambiguidade encontrada, advém de como eram chamados os dicionários, os pais dos burros. Portanto, podemos concluir que trata-se com um certo humor a venda de um produto tão “chato”.

Por Guilherme Augusto

Estado LAICO?!



    Em uma visita extraordinária à câmara dos vereadores de São Paulo, observei que acima da mesa diretora do parlamento havia um crucifixo, algo aparentemente normal para uma boa parte das pessoas no mundo. Porém, algo muito particular e muito pouco mencionado na nossa legislação me intrigou muito. O estado, ou seja, o governo Brasileiro, não seria LAICO? Isento de uma religião especifica? Com o meu pouco conhecimento de religiosidade, se é que posso chamar assim, sei que não são todas as religiões que têm a imagem de jesus cristo como um símbolo de fé. Não citarei denominações porque o meu ponto não é defender a fé de ninguém, mas sim, a liberdade!

    Parece estranho mas quando um estado possui uma religião específica, ele tira de boa parte da população o direito de possuir um ideal concreto e pessoal. Além do mais, o cidadão fica sem uma oportunidade de pensar diferente já que, se o estado pensa de tal forma, como ele, um ser sozinho, irá pensar sozinho?

STF em Brasília

    Eu sei que o Brasil tem problemas muito maiores do que um crucifixo de enfeite, mas isso fere a fé de muita gente já que, além de ser restrito a uma crença ou outra, aquilo era um espaço público, que pertence a todos os cidadãos Brasileiros, e não só a um grupo de pessoas que usa aquilo como um artifício de fé.

    Eu digo essas palavras para defender o povo e a mim mesmo. Eu me senti ofendido, se eu não acredito em uma imagem colocada na sala em que é decidido o futuro do meu país, como poderei acreditar que as decisões que são tomadas lá dentro, são benéficas? O Brasil é um país de muitos erros, mas se não quitarmos os menores, os maiores são muito mais difíceis de quitar. Devemos lutar pela nossa liberdade, tanto política quanto religiosa, para que um dia o presidente da câmara comece uma sessão dizendo “começo essa sessão e espero que os senhores tenho discernimento e inteligência para decidir o futuro desse país”, e não, “começo essa sessão com a benção de deus”.

Por Guilherme Augusto

Calados Pela Sociedade, Quietos Pela Integridade

Embora a liberdade seja maior, os recursos mais acessíveis e a sociedade, comparada com as anteriores, magnânima, o jovem não pratica sua devida atuação na sociedade atual.


Seja na política, na educação ou no desenvolvimento do país, é raro ver um jovem empenhado em fazer a diferença. Enquanto seus pais se matam de trabalhar, o jovem diverte-se, e esquece do papel social que ele deveria exercer perante as atrocidades cometidas por um governo petulante, que coloca em risco a nossa dignidade como cidadãos Brasileiros.

O destino do dinheiro público, o melhoramento da educação, a conscientização sustentável de um país que sofre com o desmatamento são assunto  s que não interessam essa faixa etária de Brasileiros. Agora, o erro de um jornalista em rede nacional, a viajem de uma garota anônima, ou até o vazamento de fotos sensuais de artistas famosos geram mais assunto e revolta nessa classe, que se toma por causas inúteis e passatempos fúteis.


Comparada à geração anterior, nossa realidade é muito menos cruel, a diferença é que as injustiças, as censuras e as mentiras do nosso país, não são esfregadas em nossos rostos, como na anterior. Os jovens da época da ditadura eram transgressores, impacientes e revoltados, buscavam uma liberdade de expressão que perdemos, e não estamos nem um pouco afim de reconquistar.


           
        Não somos conformados ou estamos em uma zona de confronto, o que acontece é que o nosso modelo de sociedade sempre foi esse. Nunca tivemos grandes mudanças nos ideais Brasileiros ou nos nossos próprios. Vivemos massificados porque não sabemos ser singulares, apenas individualistas na hora de um conflito de interesses. Desde o fim da Guerra Fria o nosso mundo não foi mais dividido e hoje, com a queda brutal de um ideal comunista, não sabemos na verdade o que é o comunismo. Sabemos viver no capitalismo e, portanto, não temos outra escolha, já que toda sociedade sobrevive a esse sistema. Somo meras vítimas do sistema, acostumados a viver assim.

Outra vertente da não participação jovem, é a imagem deturpada que a sociedade tem sobre ele. Nós jovens, somos retratados como seres não pensantes, verdadeiras amebas, nos filmes americanos. O jovem nunca tem voz e sempre aparece como alguém que comete erros drásticos. Imagem erronia já que, nessa fase, estamos descobrindo nós mesmo e o mundo que nos rodeia, não existe certo ou errado já que tudo é muito novo. Portanto, precisamos de um meio para nos permitir ser participativos, como grêmios, fóruns, a fim de nos tornar mais precisos em nossos ideais, para que essa sociedade suja em que vivemos, mude enquanto somos jovens e maneiros, antes que a gente vire adultos e chatos e comece a repreender a próxima geração.


Por Guilherme Augusto
 

sábado, 9 de junho de 2012

Análise: Pumped Up Kicks (Sapatos Caros) - Foster The People

Capa do disco intitulado Torches da banda Foster The People
    Os garotos do Foster The People vem conquistando uma legião de fãs com sua batida alternativa e seu papel social no mundo da música. A banda, que é constituída de três integrantes, além de abranger boa parte dos gêneros musicais contemporâneos, compõe musicas com um viés revolucionário, que critica atos e fatos americanos.

Cena do clipe de Pumped Up Kicks
   A música em questão é Pumped Up Kicks (Sapatos Caros), que, além de conter uma musicalidade dançante, tem uma letra rica em informações sobre a atual nação americana, e uma critica a algo recorrente no país, os homicidas estudantis. Confira a análise desse hit:

Letra - Robert tem uma mão ágil. Ele dá uma olhada no lugar e não conta seus planos

Análise - Robert é o nome da personagem da música. Neste trecho, a banda descreve os atos dele, que, de uma forma inocente, foi até o lugar onde pretende cometer o seu homicídio.

Letra - Ele tem um cigarro enroladinho
No canto da boca, ele é um cowboy


Análise - Nesta segunda parte nos é revelada uma personagem translúcida, drogada, que usa, provavelmente, maconha (cigarro enrroladinho). E com o uso desse alucinógeno.


Letra - É, ele encontrou uma espingarda
No armário do seu pai, escondida numa caixa de coisas estranhas

Análise - Agora é revelada a arma do crime, que Robert conseguiu em sua casa, fuçando nas coisas de seu pai.


Letra - E não sei nem o que aconteceu
Mas ele virá atrás de você, é, ele virá atrás de você
Análise - Como os homicidas normalmente são pessoas que sofreram Bullying durante a vida escola, nos é revelado um rancor sentido pela personagem, que irá se vingar do causador.


Letra - Todas as outras crianças com sapatos caros. É melhor vocês correrem, correrem mais rápido que a minha arma
Todas as outras crianças com sapatos caros. É melhor vocês correrem, correrem mais rápido que a minha bala

Análise - Este é um aviso para as crianças das escolas que são atacadas, que normalmente usam sapatos de marcas caras, imposto pela sociedade americana. O eu lírico avisa essas crianças para que elas corram, e se possível, mais rápido do que elas possam correr.



Letra - Papai trabalha o dia todo
E chega tarde em casa de novo, é, chega tarde em casa
Análise - Neste trecho o autor apresenta a personagem como alguém que tem o dia vago para cometer atos inconsequentes.


Letra - E me traz uma surpresa
Pois o jantar está na cozinha e embrulhado em gelo
Análise - Além de vagabunda, a personagem é apresentada como mimada e tratada com descaso pelo pai.


Letra - É, a agilidade da minha mão agora puxa gatilhos
Eu discuto com o meu cigarro
Análise - O eu-lírico agora se apresenta como alguém que tem prática em atirar, e quando faz isso, usa drogas, talvez para lhe dar coragem.

Por Guilherme Augusto