terça-feira, 15 de maio de 2012

Resenha Crítica: Born To Die - Lana Del Rey

           
Capa do disco Born To Die
           Mais um sonho americano se torna realidade. É com essa frase que a cantora Lana Del Rey, inicia a segunda parte da faixa Radio, em seu disco de estréia. Nativa de Nova Iorque, Lana foi lançada no mercado musical como a maioria dos artistas contemporâneos, via o site youtube. Com o lançamento do seu primeiro single, Video Games, a carreira da garota de Lake Placid, alavancou de uma forma súbita. Considerando o atual cenário musical, Lana está à frente de seu tempo, utilizando de uma arma sutil e certeira. As músicas da artista não têm batida, letra e musicalidade contemporânea. Ela consegue ser mais avançada que os seus iguais, seguindo influências antigas.

Capa do single Born To Die
 As críticas sobre o cd são controversas. Uns dizem que o som que Lana traz, é inovador, e ela pode ser considerada uma precursora de seu tempo. Porém, uma grande massa de jornalistas americanos, afirmam que o disco é igual aos que já existem e, sendo muito depressivo, é daqueles que ouvimos uma vez só. Mas por outro lado, esses mesmos críticos assumem o potencial artístico que a cantora tem, mas reafirmam que seu talento ainda precisa ser lapidado.

Capa do single Blue Jeans
Na minha concepção de mundo musical, Lana é um fenômeno incrível. Apresenta músicas que têm um conteúdo em suas letras, canta como poucas, e além disso, possui um poder de tradução artística muito elevado, quando faz os videoclipes de suas músicas. Apesar de ser um disco pesado de ouvir repetidas vezes, Born To Die inova, e faz com que suas músicas necessitem de uma interpretação para serem admiradas. A própria faixa título traz uma contradição em seu nome, equiparando nascer com morrer. Além de Born To Die, o disco é repleto de músicas contraditórias como Summertime Sadness, que coloca o verão como uma época infeliz; e National Anthem, uma música que pode ser considerada como um anti-hino da nação Estadunidense.

Foto do shoot realizado para o disco Born To Die
 Portanto, podemos definir o disco de Lana como uma verdadeira droga para os rebeldes de coração partido, ele é completamente nocivo. Porém, já que a primeira impressão é àquela que fica, comece ouvindo Vídeo Games, passe para Dark Paradise, e termine com Carmen. Seguindo essa ordem, você conhecerá uma artista densa no que faz, mas muito talentosa.

Cena do videoclipe da música Carmen


Por Guilherme Augusto

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Charge: Vida Louca, Vida Breve

             
Vida Louca, Vida Breve - por Adnael para o AChargeOnLine

A cantora Amy Winehouse, encontrada morta no seu apartamento em Londres, julho passado, é representada de uma forma satirizada e irônica na charge. Porém, a trajetória narcótica de uma jovem Londrina de apenas 27 anos, termina de forma trágica, quando  descobrimos que sua morte foi provocada por ela mesma.
Amy entrou no mundo das drogas cedo, assim como na música. Seu estilo excêntrico, a voz marcante e a maturidade para falar de assuntos sérios, como o amor, eram qualidades admiráveis, porém, a cantora, autodestrutiva como só, deixa junto ao seu legado musical, uma lição importante para os jovens do mundo todo. A vida não deve ser jogada fora, e Amy foi um exemplo deste desperdício. As drogas são um caminho sem volta, portanto, antes de entrar neste mundo, pense, e veja que não vale à pena, a vida é uma só, assistí-la por uma visão transcendental não é o melhor caminho para aproveitá-la.
            A charge ainda retrata outra faceta dela, obscura e perdida, o desenho nos remete a alguém que tem um destino reservado, funesto e cheio de contra tempos. O legado dessa artista é grandioso e rico, mas a principal lição que Amy nos deixa, é a de que quando vive-se como quer, vive-se pouco.




Por Guilherme Augusto
*Fonte (Charge): http://www.humorpolitico.com.br/index.php/2011/07/25/amy-winehouse-vida-louca-vida-breve/

sábado, 12 de maio de 2012

Caos Mentalisando

            Bem vindos ao meu inconsciente-consciente. Sou um garoto de 15 anos normal. Estudo, navego na internet por horas, durmo tarde, olho para garotas que não me percebem, sou (e estou) entediado. Mas há algo em mim que sempre me intrigou. Eu sou inconstante, não penso ou ajo de uma forma uniforme em relação a mim mesmo. Sou completamente infiel à minha índole, o que me traz benefícios e malefícios. Quando eu decidi fazer um blog, não fui obrigado a fazer um, eu simplesmente criei algo no qual eu poderia escrever de uma forma livre. A diferença do primeiro para esse, é vasta. A começar pelo meu conhecimento que aumentou, seguindo pela obrigação de escrever, e podemos encerrar na parte que dessa vez é uma necessidade (tanto na minha grade curricular, quanto na minha vida pessoal). Esse é um blog de variedades, portanto é livre e sem preconceitos.
            Para falar um pouco mais de mim eu tomei duas frentes que me definem como um ser sobrevivente deste mundo insano: música e literatura.
            A música em minha vida é algo recorrente e que me acompanha em todo lugar, em cada situação e momento. Além de ótimo ouvinte eu componho minhas próprias músicas, que não passam de uma forma figurada de meus sentimentos. Aprendi que se um dia eu cantasse, teria que cantar minhas próprias músicas, e essas, deveriam ser verdadeiras. Portanto eu escrevo com minha alma, não penso. Acordo de madrugada para descrever um sonho, e sonho acordado para ter sensações inéditas. Se alguém me perguntar qual a minha música favorita, ou banda, ou cantor(a), eu não saberia definir qual, em meia a tantos. Mas uma música que pode me definir neste momento da minha vida é Gloria da cantora, poeta e performer Patti Smith, pelo simples fato de que ela se faz única em meio a tantas, mais do que isso pela frase inicial:  Jesus died for somebody sins but not mine (“Jesus morreu pelo pecado dos outros não pelos meus”), o que pra mim significa uma frase de protesto, que questiona o pensamento das grandes massas, e destaca a originalidade de pensamento do eu lírico. E além de tudo questiona algo tão polemico, a religião, do qual não sou adepto, respeito, questiono, mas não acredito em uma entidade que não seja podre.
            Em questões literárias, eu não sou o maior admirador da nacional e da clássica. Pra falar bem a verdade, eu acho um verdadeiro porre  ter que ler livros de autores que já morreram, e essa é uma das minha contradições, odeio coisas contemporâneas, mas em questão de livros, eu os prefiro num panorama atual. Tenho autores preferidos como Ned Vizzini, a própria Patti Smith, e Vicente Frare. Outra paixão minha são os livros que viraram filmes. Não porque eu tenho preguiça, mas pelo fato de que posso assistir um filme para saber se vale à pena ler um livro que vou ler em um mês no mínimo, portanto, costumo fazer o caminho inverso.  Alguns títulos também fazem parte da minha história como Capitães de Areia (contradição do quesito autor), Só Garotos e It´s Kind of a Funny Story (sem tradução para o português), são esses aqueles que eu gostaria de ter vivido, independente de época ou contexto, eu li esses livros como se eu conhecesse as personagens, portanto, eu senti o que elas sentiram. Eu os recomendo!
            Enfim, esse sou eu. Uma contradição ambulante, um estudo diabólico, metafórico e transcendente. Já fui comparado com Saramago muitas vezes na hora de escrever, mas vou tentar ser menos chato. Meu caos mental já trabalha em novos posts, mas achei bom começar com uma apresentação. Assim vocês leitores, ficam sabendo que não sou atormentado, frenético e louco sem querer, e sim com um propósito muito grande, fazer a diferença!

Por Guilherme Augusto