sábado, 12 de maio de 2012

Caos Mentalisando

            Bem vindos ao meu inconsciente-consciente. Sou um garoto de 15 anos normal. Estudo, navego na internet por horas, durmo tarde, olho para garotas que não me percebem, sou (e estou) entediado. Mas há algo em mim que sempre me intrigou. Eu sou inconstante, não penso ou ajo de uma forma uniforme em relação a mim mesmo. Sou completamente infiel à minha índole, o que me traz benefícios e malefícios. Quando eu decidi fazer um blog, não fui obrigado a fazer um, eu simplesmente criei algo no qual eu poderia escrever de uma forma livre. A diferença do primeiro para esse, é vasta. A começar pelo meu conhecimento que aumentou, seguindo pela obrigação de escrever, e podemos encerrar na parte que dessa vez é uma necessidade (tanto na minha grade curricular, quanto na minha vida pessoal). Esse é um blog de variedades, portanto é livre e sem preconceitos.
            Para falar um pouco mais de mim eu tomei duas frentes que me definem como um ser sobrevivente deste mundo insano: música e literatura.
            A música em minha vida é algo recorrente e que me acompanha em todo lugar, em cada situação e momento. Além de ótimo ouvinte eu componho minhas próprias músicas, que não passam de uma forma figurada de meus sentimentos. Aprendi que se um dia eu cantasse, teria que cantar minhas próprias músicas, e essas, deveriam ser verdadeiras. Portanto eu escrevo com minha alma, não penso. Acordo de madrugada para descrever um sonho, e sonho acordado para ter sensações inéditas. Se alguém me perguntar qual a minha música favorita, ou banda, ou cantor(a), eu não saberia definir qual, em meia a tantos. Mas uma música que pode me definir neste momento da minha vida é Gloria da cantora, poeta e performer Patti Smith, pelo simples fato de que ela se faz única em meio a tantas, mais do que isso pela frase inicial:  Jesus died for somebody sins but not mine (“Jesus morreu pelo pecado dos outros não pelos meus”), o que pra mim significa uma frase de protesto, que questiona o pensamento das grandes massas, e destaca a originalidade de pensamento do eu lírico. E além de tudo questiona algo tão polemico, a religião, do qual não sou adepto, respeito, questiono, mas não acredito em uma entidade que não seja podre.
            Em questões literárias, eu não sou o maior admirador da nacional e da clássica. Pra falar bem a verdade, eu acho um verdadeiro porre  ter que ler livros de autores que já morreram, e essa é uma das minha contradições, odeio coisas contemporâneas, mas em questão de livros, eu os prefiro num panorama atual. Tenho autores preferidos como Ned Vizzini, a própria Patti Smith, e Vicente Frare. Outra paixão minha são os livros que viraram filmes. Não porque eu tenho preguiça, mas pelo fato de que posso assistir um filme para saber se vale à pena ler um livro que vou ler em um mês no mínimo, portanto, costumo fazer o caminho inverso.  Alguns títulos também fazem parte da minha história como Capitães de Areia (contradição do quesito autor), Só Garotos e It´s Kind of a Funny Story (sem tradução para o português), são esses aqueles que eu gostaria de ter vivido, independente de época ou contexto, eu li esses livros como se eu conhecesse as personagens, portanto, eu senti o que elas sentiram. Eu os recomendo!
            Enfim, esse sou eu. Uma contradição ambulante, um estudo diabólico, metafórico e transcendente. Já fui comparado com Saramago muitas vezes na hora de escrever, mas vou tentar ser menos chato. Meu caos mental já trabalha em novos posts, mas achei bom começar com uma apresentação. Assim vocês leitores, ficam sabendo que não sou atormentado, frenético e louco sem querer, e sim com um propósito muito grande, fazer a diferença!

Por Guilherme Augusto

Um comentário:

  1. Uau, Guilherme, arrasou, essa carinha de anjo esconde uma alma dionisíaca, e, ainda por cima, punk rock, Patti Smith, quem diria?! Você esconde o ouro, se ainda não olham para você, curta esse momento de total abandono, porque muito em breve muito vão olhar para você. Uma alma assim tão atormentada por ser, não passa incólume por muito tempo, rs. Bom, adorei suas duas apresentações biográficas, essa acima e a do perfil. Alguns problemas na estrutura, uma vírgula aqui, outra besteira ali, mas você escreve muito bem, tem conteúdo, uma coisa compensa a outra e sua C1: 5,0, parabéns. Já a C2, o que aconteceu com os gêneros. Gostei da charge da Amy, gostei da biografia, a resenha crítica é um gênero que não foi pedido; enfim, my dear, onde estão a análise da música ou poesia, do anúncio publicitário e, por fim, o artigo de opinião do protagonismo juvenil? C2: 2,0 (dois gêneros apenas!). Acrescente os outros! Ah, ia me esquecendo, você não escreve como o Saramago. Beijim

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