quarta-feira, 25 de julho de 2012

Na Estrada com Jack Kerouac


Capa do Livro  On The Road 

   É ao ritmo de Jazz e Rock And Roll que Jack Kerouac nos leva a atravessar os Estados Unidos por mais de uma vez durante as 268 páginas que a história contém. E aturando as ansiedades de Sal Paradise, e as loucuras de Dean Moriarty, que temos que nos entreter com histórias completamente inusitadas, que às vezes nos levam a pensar que tudo aquilo não passa de um sonho. Mas não é assim que acontece na cabeça do maior expoente da cultura beat. Jack escreveu tudo muito consciente, apesar de seus lapsos de loucura ele sabia o que estava fazendo. E fez isso muito bem.


Jack Kerouac em 1956

   A história, para quem não a conhece, conta as travessias pelos EUA dos dois amigos Sal e Dean. Cada detalhe é selecionado com muito descaso, já que Jack escreveu o livro desconsiderando o rigor que era requerido na década de 50. O seu amor pelas estradas é explicitamente demonstrado e depois, conhecendo melhor a sua vida, as personagens nos sugerem ser dois alter-egos do autor. Sal, demonstra uma parte séria, compenetrado; porém, que se desviou do seu mundo politicamente correto por causa de um amigo; no caso, Dean, o segundo alter de Jack, que é completamente descomprometido da vida e de seus compromisso reais. É uma personagem que tem um nível de liberdade que chega a nos incomodar quando abandonas suas mulheres e filhos mais de uma vez.

Banner do filme Na Estrada, dirigido pelo Brasileiro Walter Salles

   Moralidades à parte, a história nos prende do meio ao fim, já que o começo é muito chato. Jack consegue alcançar um tipo de prosa que era desconhecida aos meus olhos.  E agora com a versão para o cinema finalmente realizada, teremos a oportunidade de nos encantar com essas personagens incríveis, que só Kerouac poderia ter nos apresentado. Mostrando assim, a verdadeira busca americana. A busca pela liberdade. 

Por Guilherme Augusto 

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