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| Capa do Livro On The Road |
É ao ritmo de Jazz
e Rock And Roll que Jack Kerouac nos leva a atravessar os
Estados Unidos por mais de uma vez durante as 268 páginas que a história contém.
E aturando as ansiedades de Sal Paradise,
e as loucuras de Dean Moriarty, que
temos que nos entreter com histórias completamente inusitadas, que às vezes nos
levam a pensar que tudo aquilo não passa de um sonho. Mas não é assim que
acontece na cabeça do maior expoente da cultura beat. Jack escreveu tudo muito consciente, apesar de seus lapsos de
loucura ele sabia o que estava fazendo. E fez isso muito bem.
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| Jack Kerouac em 1956 |
A história, para quem não a conhece, conta as travessias
pelos EUA dos dois amigos Sal e Dean. Cada detalhe é selecionado com muito descaso, já que Jack
escreveu o livro desconsiderando o rigor que era requerido na década de 50. O seu
amor pelas estradas é explicitamente demonstrado e depois, conhecendo melhor a
sua vida, as personagens nos sugerem ser dois alter-egos do autor. Sal,
demonstra uma parte séria, compenetrado; porém, que se desviou do seu mundo
politicamente correto por causa de um amigo; no caso, Dean, o segundo alter de Jack, que é completamente
descomprometido da vida e de seus compromisso reais. É uma personagem que tem
um nível de liberdade que chega a nos incomodar quando abandonas suas mulheres
e filhos mais de uma vez.
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| Banner do filme Na Estrada, dirigido pelo Brasileiro Walter Salles |
Moralidades à parte, a história nos prende do meio ao fim,
já que o começo é muito chato. Jack
consegue alcançar um tipo de prosa que era desconhecida aos meus olhos. E agora com a versão para o cinema finalmente
realizada, teremos a oportunidade de nos encantar com essas personagens incríveis,
que só Kerouac poderia ter nos
apresentado. Mostrando assim, a verdadeira busca americana. A busca pela
liberdade.
Por Guilherme Augusto

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