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| Capa do cd Banga de Patti Smith |
Depois de completar oito anos de jejum, Patti Smith lança um cd de inéditas com a intensidade de uma principiante, e um repertório digno de uma veterana. Banga é o décimo primeiro álbum da artista. Percorre por estilos variados, do folk ao punk, Patti consegue captar a emoção de um poema, e transformá-lo em uma música única, que só ela é capaz de fazer.
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| Capa do single April Fool, faixa de Banga |
Nascida Patti Lee Smith, a garota de Nova Orleans não se contentava em levar uma vida pacata na cidade sulista dos EUA, portanto, logo tratou de se mandar para Nova York. Lá, ela aprendeu que a vida não era tão fácil quanto ela pensara que seria. Dormiu nas ruas, passou fome, batalhou empregos, até encontrar o grande amor de sua vida, Robert Mapplethorpe. Neste romance que envolvia arte, drogas, músicas e muita loucura, Patti busca inspiração até hoje. Com a morte de Robert em 1989, a cantora (que também pode ser chamada de poeta) deu um tempo em sua carreira efervescente, voltando a produzir somente em 96. Dando continuidade ao seu legado, ela lançou o cd Trampin, sem muito sucesso em 2004, seu último de inéditas. A partir daí, ela escreveu um livro, o premiado “Só Garotos”, e lançou um cd de covers. O que nos leva a crer, que Patti tenha ficado esse tempo todo trabalhando em um disco excepcional, como o mundo punk não ouvia há um bom tempo.
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| Patti Smith |
O cd se utiliza de todos os estilos já testados por Patti. É evidente que ele se iguale a Horses, o épico que traz Gloria e Because the Night em seu setlist. Mas ele possui toques de melancolia e esperança, nos colocando em uma condição de usuários por ser cd que nos consome e começa a fazer parte de nossa vida. O cuidado que a Mãe do Punk tomou com a parte instrumental do disco, faz com que os solos nos emocionem mais do que a letra. E sem contar as horas em que Patti apenas recita trechos de poemas. Um cd cheio de personalidade, que merece reconhecimento pelo nome que carrega.
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| Patti em sua mais recente apresentção |
Por mais que saibamos que a compositora tenha um time diferente da indústria fonográfica, o lançamento deste cd já nos deixa com sede de novas composições. E com a mesma intensidade de quando tinha apenas 29 anos, temos agora uma Patti mais madura e vivida, que possui experiências o bastante para nos cantar uma música de dez minutos (Constatines Dream), e homenagear uma diva soul trinta e oito anos mais nova (This is The Girl). Enfim, Patti Smith voltou mais inspirada do que nunca.
Por Guilherme Augusto




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